Nos dias 23 e 24 de março, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (CREA-DF) reuniu profissionais, especialistas e lideranças de diversas regiões do país para o 2º Congresso Brasileiro da Modalidade Elétrica - CBME, onde foi discutido os principais desafios e avanços do setor elétrico.
O congresso proporcionou um ambiente de troca de experiências e debates sobre temas estratégicos, como sustentabilidade, inovação, expansão da matriz energética e os novos modelos de geração e distribuição de energia. O evento pela Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas (ABEE Nacional) em parceria com o CREA-DF.

Durante a abertura, representantes de diferentes instituições destacaram o papel essencial da engenharia para o desenvolvimento do país. O representante da Casa Civil Márcio Fernandes reforçou que a engenharia é a base de qualquer avanço econômico, e ressaltou a importância da atuação técnica em projetos estruturantes, como a iluminação pública e a ampliação da infraestrutura.

Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), ressaltou a importância das auditorias coordenadas como instrumento de prevenção e também que o cenário global está diretamente ligado às questões energéticas. Segundo ele, o fortalecimento da governança e a atuação conjunta com engenheiros são fundamentais para garantir segurança e perspectivas para o futuro.

Adriana Resende, presidente do CREA-DF, destacou a importância do congresso como espaço de integração e construção de soluções para o setor elétrico brasileiro. Em sua fala, ressaltou que o momento exige diálogo entre profissionais, instituições e órgãos reguladores para enfrentar os desafios da transição energética, fortalecer a segurança regulatória e ampliar os investimentos em infraestrutura. Adriana também reforçou o papel da engenharia na promoção de inovação, desenvolvimento tecnológico e crescimento sustentável do país.
“Os influenciadores dos nossos estudantes somos nós, que fazemos a engenharia nacional acontecer”, destacou Joel Kruger, presidente da Mútua, que também falou da relevância do apoio institucional ao evento e o papel dos profissionais como referência para as novas gerações.

O presidente da ABEE Nacional, Ricardo Nascimento, reforçou o compromisso da entidade com a integração entre instituições e destacou que a engenharia vai além da técnica, envolvendo responsabilidade, governança e, principalmente, a segurança do trabalho como compromisso com a vida.
Outro momento marcante da programação foi a homenagem especial recebida pela presidente Adriana Resende, que foi declarada patrona do congresso, em reconhecimento ao seu apoio e contribuição para a realização do evento. A homenagem foi conduzida pelo engenheiro Jorge Silva, presidente do CREA-ES, que realizou o ato simbólico de transferência da patronagem do congresso, destacando a importância da atuação e do comprometimento da presidente com o fortalecimento do Sistema Confea/Crea e Mútua. O momento também reforçou o espírito de união e colaboração entre os Conselhos Regionais.

Entre os destaques da programação, esteve o painel “Regulação, Segurança Jurídica e Investimentos no Setor Elétrico”, mediado pela presidente do CREA-DF, Adriana Resende. O debate reuniu especialistas para discutir os caminhos para o fortalecimento do setor elétrico brasileiro, com a participação de Juliana Viana Rodrigues Pimentel, superintendente de Relações Institucionais da Neoenergia, que apresentou as estratégias da empresa para ampliar o diálogo institucional e incentivar um ambiente favorável a investimentos, e de Sandoval Feitosa, diretor-geral da ANEEL, que abordou o papel da regulação na transformação do setor, destacando os avanços institucionais para garantir segurança jurídica, estimular novos investimentos e promover a expansão sustentável da infraestrutura energética diante dos desafios da transição energética.
Durante o painel, foram apresentadas iniciativas voltadas à transição energética e à sustentabilidade, com destaque para projetos de fontes renováveis, como o Noronha Verde, a planta de hidrogênio verde (H2V) e o Complexo Renovável da Paraíba, além de ações de eficiência energética e programas de impacto social voltados à formação profissional no setor.

Também foram debatidas as transformações do setor elétrico brasileiro, com o crescimento da matriz energética, especialmente da geração solar fotovoltaica, e os desafios relacionados ao aumento da demanda, planejamento da carga, integração de novas fontes, conexão de sistemas isolados e ampliação da confiabilidade do sistema.

O gerente de Análise Técnica do CREA-DF, Silvio Sakata, mediou o painel “Dia Mundial da Meteorologia: Ciência, Previsão e Governança Climática”, representando a presidente do CREA-DF, Adriana Resende. Durante o painel, foram discutidos temas relacionados à importância da ciência meteorológica para a compreensão dos fenômenos climáticos, a formulação de políticas ambientais e o fortalecimento da governança climática, com contribuições das especialistas Renata Andrade, presidente da Rede de Governança Climática de Sustentabilidade (RGCS), e Camila de Assis Magalhães Frez, meteorologista e coordenadora de Comunicação e Assuntos Internacionais do INMET.
Outros temas como a distribuidora do futuro e a abertura do mercado para consumidores de baixa tensão reforçaram a necessidade de modernização, planejamento e segurança regulatória para acompanhar a evolução do setor.

Com debates qualificados e a participação de especialistas, autoridades e representantes do setor, o 2º CBME reafirma seu papel como um relevante espaço de diálogo, troca de experiências e construção de soluções para o futuro da energia no país, contribuindo para o fortalecimento da engenharia elétrica e para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
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Catarina Angelini
Comunicação CREA-DF




