Riscos psicossociais passaram a ser incluídos no monitoramento de ambientes de trabalho, disciplinado pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Uma proposta de normativo para padronizar a identificação e o monitoramento desses riscos nas atividades técnicas de segurança do trabalho foi apresentada pelo Crea-RJ, na última semana, durante reunião da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia de Segurança do Trabalho (CCEEST), realizada em São Luís, MA.

Para o coordenador nacional da CCEEST, eng. mec. e de seg. trab. Diego Rosa dos Santos (Crea-MA) a atualização da norma é um ponto-chave da atuação da Coordenadoria neste ano. "As regiões têm particularidades, mas os procedimentos de fiscalização precisam ser uniformizados e harmônicos", afirma. "A proposta do coordenador Padilha, do Crea-RJ, é editar um normativo que estabeleça diretrizes técnicas mínimas para identificar, avaliar e monitorar os fatores de risco psicossocial relacionados ao trabalho", explica Diego Rosa, que espera que a padronização das avaliações traga ganhos relevantes para os profissionais do sistema.

Coordenador nacional da CCEEST, eng. mec. e de seg. trab. Diego Rosa dos Santos

 

Business Intelligence pode mudar o planejamento da fiscalização

Alguns Creas utilizam ferramentas de tratamento de dados para planejar ações fiscalizatórias, entre eles o Crea-SC e o Crea-MA, que permitem acompanhamento em tempo real das ações e um panorama consolidado para subsidiar as decisões das câmaras especializadas. "Quando temos um volume de dados, isso facilita a gestão das ações. As tecnologias que nos ajudam a captar e tratar esses dados concentram melhor a definição das ações e vão alavancar o processo de fiscalização dos Creas na área de segurança do trabalho", afirma Diego Rosa, ao celebrar a troca de experiência entre os Creas.

Metas de fiscalização

Segundo Diego Rosa, os Creas têm relatado dificuldades operacionais recorrentes. "Há um descompasso entre a capacidade de fiscais e o volume de atribuições, além da dificuldade de deslocamento e da ausência de inspetorias regionais, o que dificulta ainda mais o trabalho em estados grandes", afirma o coordenador. Ele cita também a centralização das sedes, muitas vezes concentradas na capital, como um fator que dificulta a descentralização da fiscalização, e aponta que as metas nacionais precisam levar em conta as particularidades operacionais de cada Crea.


Expectativas

A CCEEST volta a se reunir em novembro. O grupo espera fechar o ano com propostas concretas voltadas à uniformização e à padronização dos processos de fiscalização em segurança do trabalho, tema que tem orientado as discussões da coordenadoria ao longo das três primeiras reuniões de 2026.

 

Fonte: CONFEA

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